Diário da Copa 2026 - Dias 24 e 25: Erling Haaland destroi Brasil e Noruega enfrentará, nas quartas de final, uma forte seleção da Inglaterra; França e Marrocos se encontrarão novamente
Não existe uma receita perfeita para se ganhar uma Copa do Mundo. Mas, para vencer jogos, uma seleção deve ter coragem e vontade para enfrentar qualquer adversário. Claro, o treinador precisa estudar bem todos os cenários e montar uma boa estratégia também. O Brasil está fora da Copa do Mundo da FIFA 2026 após perder para a Noruega por dois a zero. Não podemos simplesmente apontar um único culpado. Mas há diversos questionamentos que precisam ser feitos. Para quem assistiu à partida, ficou bem claro que os comandados de Carlo Ancelotti poderiam ter feito mais.
Após uma estreia bastante criticada contra Marrocos, o Brasil fez dois jogos bem honestos (contra Haiti e Escócia). Um ponto bastante elogiado foi que a seleção marcou bem a saída de jogo adversária. Já contra o Japão, um destaque foi a capacidade de pressionar e reverter uma situação desfavorável. Mas, nas oitavas de final, vimos muito pouco desses atributos contra um adversário que foi bem na fase de grupos, mas teve um pouco de dificuldades contra Costa do Marfim, na fase anterior.
O começo de jogo mostrou bem o
que seria esse confronto, ou seja, com a seleção norueguesa conseguindo trocar
bastante passes. Aos três minutos, o meia Martin Ødegaard conseguiu escapar
pela primeira vez e tocou para Alexander Sørloth, que invadiu a área e tocou
para Patrick Berg marcar o gol. Sorte que o jogador do Atlético de Madrid
estava impedido. Jogando um futebol bastante técnico, os “Vikings” ficaram por
mais um tempo com a posse de bola.
Quando teve a bola, o Brasil
conseguiu trocar passes rápidos no campo de ataque e tentou algumas jogadas
individuais. O principal lance da nossa seleção, no jogo, aconteceu aos dez minutos,
quando Matheus Cunha foi derrubado na área por Kristoffer Ajer. O pênalti foi
marcado após o árbitro revisar o lance no VAR. Mas o destaque aqui é a
recuperação de bola do Rayan que gerou o contra-ataque. Um desarme perfeito.
Esse poderia ser o momento
perfeito para sair na frente e ficar mais tranquilo. Mas o meia Bruno Guimarães
acabou batendo mal o pênalti, permitindo a defesa de Ørjan Nyland. Uma pena. Esse
é um daqueles lances que serão sempre lembrados pelos torcedores. Já a escolha pelo
jogador do Newcastle vai ser sempre questionada (apesar das estatísticas).
Nos minutos seguintes, o jogo
ficou mais intenso e com as equipes tentando atacar. O placar só se manteve o
mesmo ao fim da primeira etapa porque os goleiros fizeram defesas importantes.
Além do pênalti cobrado por Bruno Guimarães, Ørjan Nyland fez uma boa defesa em
um lance em que Vinícius Júnior criou uma grande jogada individual. Enquanto isso,
Alisson venceu o primeiro confronto contra Erling Haaland, aos 37 minutos, e
fez uma grande defesa em um chute de Ødegaard.
O intervalo serviu para diminuir
um pouco a tensão das torcidas de ambos os países. No segundo tempo, os técnicos
resolveram fazer mudanças para tentar mudar o jogo. Primeiro foi Ståle
Solbakken, que colocou Andreas Schjelderup e Oscar Bobb na volta do descanso.
Enquanto isso, Ancelotti tirou, aos 13 minutos, Matheus Cunha e colocou o
garoto Endrick, que tantas vezes fez a alegria dos torcedores do Palmeiras, do
Real Madrid, do Lyon e da própria seleção.
Minutos depois, o Casemiro
conseguiu interceptar um passe de Ødegaard e iniciou um contra-ataque perfeito.
Ele passou a bola para Vini Jr., que, inteligentemente, a lançou para Endrick.
O jovem correu, ajeitou o corpo e... bateu para fora! Um lance inacreditável.
Méritos, também, para o goleiro Nyland que fechou bem o ângulo. Essa foi a
maior chance do Brasil na segunda etapa. Muito mais perigoso que os chutes de
Rayan e Casemiro.
Depois de tanto aquecer, Neymar entrou aos 22 minutos para tentar justificar sua convocação e tentar evocar o espírito daquele Neymar das Copas de 2014 e 2018. Só que vimos um jogador apagado, com uma passada até um pouco mais lenta que seus companheiros. Sabemos que a habilidade com a bola continua a mesma, mas ainda é preciso um pouco mais. Enquanto isso, os europeus cresciam na partida e conseguiam realizar trocas de passes cada vez mais rápidas (e curtas), além de encontrar espaços para avançar e finalizar.
Aos 30 minutos, Schjelderup obrigou Alisson a fazer uma grande defesa. Esse é o tipo de partida que um jogador diferenciado e que só precisa de uma finalização para marcar. No MetLife Stadium, esse atleta foi Erling Haaland. O atacante do Manchester City abriu o placar para a seleção norueguesa, aos 34 minutos, após cruzamento perfeito de Schjelderup.
Restou para o Brasil tentar uma
grande oportunidade para empatar. Aos 40 minutos, Ørjan Nyland teve que fazer
um milagre em um lance em que o zagueiro Ajer tentou dar um carrinho, mas acabou virando um chute contra de cobertura. Minutos depois, o gol que fecharia o confronto. O autor?
Haaland! O centroavante recebeu mais um passe de Schjelderup e acertou um belo
chute.
Esse foi o gol que cravou a
eliminação brasileira. Mas o jogo ainda não tinha terminado. Se os torcedores
estavam pensando que não ia acontecer um momento reservado para o Neymar causar
uma polêmica, eles estavam errados. Nos acréscimos, foi marcado um pênalti
para a seleção canarinho e o atacante do Santos marcou o gol. Só que antes da
cobrança, ele discutiu, de forma desnecessária e bizarra, com o goleiro
adversário. Ele ainda provocou o adversário após balançar as redes. Se ainda fosse um gol de empate, até dava para entender. É impressionante que a
possível última imagem dele, em uma Copa do Mundo, tenha sido essa. Muito longe
daquele jogador dos dribles e golaços que conhecemos na década passada.
Com o resultado, a Noruega
conquista, ao se classificar para as oitavas de final, sua melhor posição em Copas.
Enquanto isso, Haaland entra firme na briga pela artilharia da competição. Já o
Brasil fecha um terrível ciclo de três anos e meio com uma atuação que merece ser
refletida. Não dá para entender o motivo de a seleção não ter jogado um futebol
vistoso e eficiente na partida que realmente importava. Será que o Ancelotti
não percebeu que os adversários controlavam a bola como se estivessem em um
centro de treinamento? O bom é que o italiano terá um ciclo completo para
mostrar todo o conhecimento adquirido na Europa. E vamos para mais um “Rumo ao Hexa...
Inglaterra vence México em partida épica no Estádio Azteca
De todos os países-sede desta
Copa do Mundo, apenas o México ainda não tinha perdido na competição. Uma
campanha impecável. Eram cinco vitórias em cinco jogos, além de oito gols marcados. Só que a primeira derrota aconteceu justamente em um
momento que não tinha volta: no mata-mata. Jogando no Estádio Azteca, a seleção
mexicana perdeu para a Inglaterra em uma partida de cinco gols. Com isso, o
English Team avança às quartas de final e o sonho do título ainda se
mantém vivo.
A seleção europeia passou bastante sufoco na fase anterior. Jogando contra a República Democrática do Congo, a
equipe venceu o jogo graças a Harry Kane e Anthony Gordon. Enquanto isso, o
time da casa não teve muitos problemas para eliminar o Equador. A campanha dos
mexicanos neste torneio estava chamando a atenção de muita gente.
Na “Copa dos Goleiros”, o inglês
Jordan Pickford teve que operar um verdadeiro milagre aos 15 minutos do
primeiro tempo, após uma cabeçada de Raúl Jiménez. Os torcedores presentes no
lendário Azteca ficaram com o grito de gol entalado na garganta. Mas quem pôde fazer a festa primeiro foram os britânicos. Aos 36 minutos, Jude Bellingham abriu o
placar após aparecer sozinho dentro da
área e aproveitar cruzamento de Bukayo Saka.
Esse grito de gol durou um pouco
mais que o esperado. Isso porque, logo na sequência, a Inglaterra conseguiu recuperar a
posse de bola e Bellingham, após tabelar com Harry Kane, marcou o segundo gol.
Poderia dizer que foi uma ducha de água fria para os mexicanos, mas, aos 42 minutos, Julián Quiñones diminuiu o placar. O clima no estádio aqueceu
novamente. Nos minutos finais da primeira etapa, o goleiro Pickford salvou mais
uma finalização perigosa de Jiménez.
O México foi o time que mais
finalizou nos primeiros 45 minutos. A segunda etapa começou e as coisas
pareciam não estar boas para o lado inglês, visto que Jarell Quansah levou um
cartão vermelho. Mas, assim como aconteceu no primeiro tempo, eles reagiram rapidamente e
conseguiram um pênalti, cometido por Raúl Rangel. O atacante Harry Kane bateu e
marcou seu sexto gol na Copa do Mundo da FIFA 2026.
Você achou que o centroavante do
Bayern de Munique não ia ser o protagonista em outro momento da partida? Errado!
Kane acabou cometendo um pênalti após chegar atrasado em uma dividida. A
cobrança foi cobrada e convertida perfeitamente por Raul Jiménez. O México até
tentou o empate, mas não conseguiu. A equipe de Javier Aguirre foi eliminada
com apenas uma derrota sofrida. Já a Inglaterra terá pela frente a Noruega, ou seja,
teremos o encontro de dois dos grandes artilheiros da história recente da Premier League: Erling
Haaland vs Harry Kane.
Kylian Mbappé mostra que possui um “modo Libertadores” e coloca a França no caminho da seleção de Marrocos
Depois de ter eliminado a Alemanha,
a seleção do Paraguai começou a ser acompanhada de perto por pessoas de vários
países para entender como eles iriam se comportar
diante da França, que, para muitos, é a grande favorita ao título desta Copa. O
que todos puderam ver foi um verdadeiro ataque versus defesa, onde os
sul-americanos picotaram bastante o jogo. No final, o destaque foi, mais uma vez,
o artilheiro Kylian Mbappé.
Na fase de 16 avos de final, a
França não teve muito trabalho para vencer a Suécia. A equipe treinada por
Didier Deschamps venceu por três a zero. A seleção paraguaia seria um bom
desafio, pois a França iria enfrentar uma equipe mais defensiva. E foi exatamente
o que aconteceu. Nos primeiros minutos, os europeus trocaram muitos passes e
tentaram encontrar espaços para furar a defesa adversária.
Aqui, já podemos destacar o papel
importante de Juan Cáceres e Matías Galarza nessa missão de parar os franceses.
Em um dos lances mais questionados, Mbappé reclamou de ter sido acertado, com um soco, pelo
meia. Nos primeiros 45 minutos, todas as finalizações foram para fora. Aos 38 minutos, um chute de Ousmane Dembélé desviou e quase encobriu Orlando Gill.
No segundo tempo, o número de faltas começou a aumentar. Ainda mais se apenas considerarmos o lado sul-americano. Com esse clima mais acalorado, a quantidade de discussões entre jogadores também cresceu. Por outro lado, a França começou a levar mais perigo à meta defendida por Gill. Aos nove minutos, o arqueiro teve que defender um arremate de fora da área de Manu Koné.
O lance que mudaria completamente
o jogo aconteceu aos 21 minutos, quando Diego Gómez derrubou Désiré Doué dentro
da área. Assim como aconteceu nas partidas do Brasil e da Inglaterra, a
penalidade só foi marcada após a revisão do árbitro de vídeo. Se tivemos gol de Haaland
e Kane, no último sábado (04) tivemos um tento de Mbappé, que bateu o pênalti com perfeição.
Essa é, realmente, a “Copa das Estrelas”
Esse jogo contra o Paraguai
revelou um lado do craque francês que ninguém conhecia: o “Modo Libertadores” de
Mbappé. Durante toda a partida, o atacante teve que aguentar as provocações e
faltas dos jogadores da Albirroja. Principalmente nos momentos depois de
balançar as redes, o jogador começou a dar passes e dribles mais plásticos. Uma
forma até nobre de se impor, sem ser violento. Mas isso não significa que o atleta não tentou marcar mais gols. O único obstáculo foi Orlando Gil. Na segunda etapa,
a equipe paraguaia até conseguiu finalizar, mas sem perigo.
Com o resultado, "Les Bleus" avançaram às quartas de finais pela quarta vez seguida. Contando todas as Copas jogadas
no século, ficou de fora dessa fase apenas em 2002 e 2010. Já o Paraguai não
conseguiu repetir a boa campanha do Mundial jogado na África do Sul.
O adversário dos franceses na
próxima fase será um velho conhecido: o Marrocos. A partida contra o Canadá foi
a que abriu as oitavas de final, no sábado. Estamos falando de duas
equipes que tiveram uma certa dificuldade para chegar até aqui. Na fase de 16
avos de final, os marroquinos só venceram os Países Baixos nos pênaltis. Enquanto
isso, o país da América do Norte venceu a seleção da África do Sul por um a zero com um gol no final.
Um dos primeiros destaques do
confronto foi o goleiro Yassine Bounou. Já sabemos que o atleta do Al-Hilal
(Arábia Saudita) é capaz de fazer boas defesas. Mas ele teve que se dobrar para os canadenses não abrirem o placar. Só nos primeiros minutos, foram
três defesas importantes. Enquanto isso, a única finalização certa dos Leões do
Atlas aconteceu aos 29 minutos, quando Maxime Crépeau defendeu um chute de Soufiane
Rahimi.
Na segunda etapa, tivemos uma
grande inversão de papéis, já que, no primeiro tempo, o time conhecido como "Les Rouges" finalizou mais e levou mais perigo, e os marroquinos tiveram uma posse de bola maior. Com isso, os africanos criaram mais oportunidades de marcar e o país-sede teve mais a bola. No entanto, o Marrocos conseguiu balançar as redes. O meia
Azzedine Ounahi se destacou e marcou duas vezes. Nos acréscimos, Rahimi fechou
o placar.
Com isso, Marrocos busca melhorar seus números nesta década. Pensando em Copas do Mundo, o país conseguiu, em 2022, terminar na quarta posição. Para tentar uma possível vaga no pódio, terá que passar justamente pela França, que a eliminou da última Copa do Mundo, no Catar. Naquele dia, o jogo foi dois a zero. Vamos esperar para ver o desfecho dessa história.

Comentários
Postar um comentário