Um final de semana inesquecível para torcedores argentinos e norte-americanos

O último final de semana foi marcado por duas decisões históricas. Primeiro, o Atlanta United contou com mais um recorde de público em seu estadio na conquista de sua primeira Major League Soccer. E na final da libertadores, disputada na Espanha (!), o primeiro superclássico argentino em uma final continental. Duas decisões diferentes, mas com um significado especial para os fãs de futebol.

Vamos começar falando da final da liga norte-americana jogada no último sábado (8), onde o time da capital do Estado da Geórgia enfrentou o Portland Timbers, campeão da Conferência Oeste. Um jogo de duas franquias com torcidas fanáticas. O placar final foi de 2 a 0 para o time mandante e para variar, o venezuelano Josef Martinez marcou aos 39 minutos do primeiro tempo. Esse foi o primeiro de sua equipe  e o trigésimo quinto na MLS . O defensor Franco Escobar foi quem marcou o segundo tento aos nove da segunda etapa, fechando o placar.

Em sua segunda temporada, o Atlanta venceu o campeonato e conquistou um espaço no coração dos habitantes do povo da cidade. Com uma seca de títulos em outras modalidades, o público abraçou a equipe e os números mostram isso. A média de público na Mercedes-Benz Arena foi a maior da liga. Só na partida final foram 73.019 pessoas.

Superclássico na Espanha

Sabemos que o povo argentino trata o futebol como uma religião. Os estádios vivem lotados, com torcedores das mais variadas idades e que fazem muito barulho. A Copa Libertadores é um objeto de desejo e todos querem ganhar-la. E a final da competição continental de 2018 foi a mais especial dos últimos tempos, já que não é todos os dias que temos um Boca vs River. 

No primeiro jogo, no Estádio La Bombonera, terminou 2 a 2 e havia uma grande expectativa para o jogo de volta, que por conta de alguns bagunceiros, foi adiada

Para ser mais inesquecível, os brilhantes cartolas da CONMEBOL decidiram que a partida iria ser no dia 9 de dezembro, no Estádio Santiago Bernabeu, em Madrid. E dessa vez deu certo.

Foi um jogo digno de ser chamada de "Final do Século". Muita raça, emoção e principalmente gols. Aos 44 do primeiro tempo, Nahitan Nández lançou Benedetto, que passou pelo zagueiro e tocou na saída de Armani, abrindo o placar.

Só que o atacante do River, Lucas Pratto, estava afim de jogo no segundo tempo. Aos 10 minutos, ele dividiu um bola com Andrada e pediu pênalti, que o árbitro Andres Cunha não deu. Só que aos 22 não teve jeito, o centroavante ex-São Paulo e Atlético Mineiro marcou após receber passe de Ignacio Fernandez.

O jogo foi para a prorrogação e lá o River aproveitou a vantagem de estar com um jogador a menos, já o colombiano Wilmar Barrios foi expulso, e conseguiu a vitória. Os dois gols aconteceram na segunda metade do tempo extra. Aos 4 minutos, Juan Quinteiro acertou um belo chute no ângulo e virou placar. E nos acréscimos, Pity Martinez matou o jogo em um contra-ataque.

Esse foi o quarto título da Libertadores do River e agora vai em busca de mais uma conquista do Mundial de Clubes, uma taça que ainda falta no currículo do técnico Marcelo Gallardo.

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