A história de mais uma virada sofrida pelo PSG

Não é novidade para ninguém que uma partida de futebol mexe com o torcedor. As vezes você está rindo à toa e no lance seguinte seu time leva um gol, aí você começa a ficar nervoso, só que no final o seu time ganha e você vai embora para casa todo feliz. Nos jogos de volta das oitavas de final da Uefa Champions, que começaram a ser disputados nessa semana, essas sensações estiveram presentes.

Talvez um dos maiores medos dos torcedores parisienses, nos momentos que antecederam o confronto de sua equipe contra o Manchester United, era de serem eliminados, visto que na noite da terça-feira, o Real Madrid, que venceu o primeiro jogo contra o Ajax por dois a um, levou uma sonora goleada em casa (4 a 1) e foi eliminado. Muitos devem ter lembrado daquele famoso confronto contra o Barcelona, na temporada 2016-17, quando fez 4 a 0 em Paris e na volta perdeu de 6 a 1, com direito a um gol aos 49 minutos do segundo tempo.

Mas dessa vez o jogo era contra um clube que está tendo um ótimo ano de 2019. O primeiro jogo, em Old Trafford, terminou dois a zero para o time francês, gols de Kimpembe e Mbappé. O segundo aconteceu na última quarta-feira (06), no lotado Parc des Princes. Os red devils estavam sem dez jogadores, enquanto os parisienses estavam apenas sem o seu jogador mais valioso, o brasileiro Neymar que está machucado e acompanhou a partida na arquibancada.

Nos primeiros minutos de jogo, a equipe do técnico Thomas Tuschel não estava se sentido confortável. A sensação era como se tivesse disputando um jogo importante pela primeira vez. Logo com um minuto de jogo, o alemão Thilos Kehrer tentou recuar para Buffon, mas acabou passando para o belga Romelu Lukaku abrir o marcador. 

A reação do Paris Saint German foi rápida. Aos 12 minutos, o espanhol Juan Bernat empatou o jogo, após cruzamento de Kylian Mbappé.

Só que em muitas as vezes, o fator azar aparece. Ele não escolhe quando, onde ou quem, simplesmente acontece, até com o ótimo goleiro chamado Gianluigi Buffon. Aos 30 minutos da primeira etapa, o guarda redes campeão mundial em 2006 não segurou um chute de Marcus Rashford e entregou no pé de Lukaku, colocando a equipe comandada pelo norueguês Ole GunnarSolskjaer na frente.

O segundo tempo foi marcado por dois lances capitais. Aos 35 minutos, o meia argentino Di Maria lançou o jovem atacante Mbappé, que poderia ter marcando o gol da classificação, só que tropeçou ao tentar driblar De Gea. No rebote, Bernat mandou na trave.

A outra jogada decisiva aconteceu nos acréscimos, quando o garoto português Diogo Dallot chutou para o gol e a bola pegou no braço de Kimpembe. No primeiro momento, o árbitro eslovaco, Damir Skomina, não tinha percebido o toque, mas marcou o pênalti após a revisão do árbitro de vídeo.

O responsável pela cobrança foi Rashford, que não fez uma boa partida, porém o gol que levou seu time às quartas de final, compensou a má atuação. Ele também fez com que Buffon revivesse o pesadelo da temporada passada, quando foi eliminado pelo Real Madrid em um pênalti convertido por Cristiano Ronaldo, aos 50 do segundo tempo.

Enquanto a torcida local lamentava por mais uma eliminação na competição europeia, os visitantes comemoraram a sobrevivência no torneio graças a um gol marcado no "Fergie Time".

Veja os outros resultados das partidas de volta da Uefa Champions League disputados nessa semana


Porto (classificado) 3 x 1 Roma
(Gols Porto: Tiquinho Soares aos 26 minutos do primeiro tempo, Moussa Marega aos 7 minutos do segundo tempo e Alex Telles aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação; Gol Roma: De Rossi aos 37 minutos do primeiro tempo)

Real Madrid 1 x 4 Ajax (classificado)
(Gol Real Madrid: Marco Asensio aos 25 minutos do segundo tempo; Gols Ajax: Hakim Zyech aos 7 minutos do primeiro tempo, David Neres aos 18 minutos do primeiro tempo, Dusan Tadic aos 17 minutos do segundo tempo e Lasse Schone aos 27 minutos do segundo tempo)

Borussia Dortmund 0 x 1 Tottenham Hotspur (classificado)
(Gol Tottenham: Harry Kane aos 3 minutos do segundo tempo)



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