OPINIÃO: O futuro da Copa das Confederações
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| Photo by Thomas Serer on Unsplash |
A Rede Globo exibiu neste domingo (19) a final da Copa das Confederações de 2005, que foi disputada na Alemanha. Em campo, o Brasil deu um show na Argentina. O time comandado por Carlos Alberto Parreira venceu a seleção de José Pékerman por 4 a 1 e conquistou a teceira taça para a seleção brasileira.
Ronaldinho, Robinho, Adriano e Kaká brilharam na partida disputada em Frankfurt. Muitos acham que esse deveria ter sido o nosso ataque na Copa do Mundo do ano seguinte.
Mas a questão aqui é outra. Será que a FIFA ainda deve investir no torneio que é sempre disputado um ano antes do mundial de seleções?
A competição foi criada em 1992 sob o nome de "King Fahd Cup" e só cinco anos depois a entidade assumiu o controle. Muitas histórias (algumas bem tristes) foram contadas nestes quase trinta anos de existência.
Assim como o Mundial de Clubes, a ideia de existir um torneio com as equipes campeãs de cada continente é ótima.
Mas ela não agrada mais como anttes. Apesar que a cada dia que se passa, percebo que muitos creem que o futebol de seleções não tem mais o mesmo charme de outras épocas. Esse fanatismo todo só aparece de quatro em quatro anos (de dois em dois, se a esquadra local vencer a sua respectiva competição continental).
Mesmo sendo a maior campeã, os títulos que nossa seleção conquistou nunca foram levados a sério.
Vamos usar o exemplo de quinze anos atrás. O Brasil não viajou com seu time títular. Ronaldo, Cafu e Gilberto Silva nem foram convocados.
Em 2017, a Alemanha fez o mesmo. Para vocês terem ideia do que estou falando, um dado: a media de idade entre todos os selecionados por Joachim Löw era de 24 anos e quatro meses.
Muita gente pensa que a competividade não é tão intensa e que ela não serve para usar de parâmetro para comparar as equipes. E realmente não é. Em 2006 o Brasil foi bem mal na Copa (apesar de não ser o mesmo elenco) e em 2018 os alemães foram eliminados ainda na primeira fase. As duas tinham levantado o troféu do segundo torneio de futebol mais importante do mundo.
Por outro lado, ela pode ser muito boa, se pensarmos nela com uma forma de testar as instalações do país-sede do Mundial. Nesse quesito, a FIFA está certíssima.
Mas qual seria uma solução justa para todos? Existem dois cenários possíveis para substituir a Copa das Confederações:
1) A FIFA não irá aumentar o número de seleções na Copa de 2026? Bem que a entidade poderia presentear as campeãs continentais com vagas na Copa do Mundo. Ao contrário do que acontece nas categorias de base e no futebol feminino, ainda teriamos as elimnatórias.
Além disso, essa medida garantiria uma seleção da Oceania no mundial de seleções. A única vez em que isso aconteceu e não foi a Austrália, aconteceu em 2010 quando a Nova Zelândia avançou após passar pela repescagem.
2) No ano passado, Gianni Infantino anunciou um novo formato para tornar o Mundial de Clubes mais atrativo. O mesmo aconteria a cada dois anos no verão europeu (nosso inverno). Isso já está causando dor de cabeça nas federações europeias. Ainda mais agora que a Eurocopa e a Copa América tiveram que ser adiadas por conta da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).
Não parece ser tão formidável como o formato atual, mas se isso for adiante, poderia se tornar uma "Copa do Mundo de Clubes" e também seria usada para testar os palcos da Copa do Mundo de seleções.
Resumindo, dá para fazer algo que irá beneficiar todos os lados.

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