Copa do Mundo da FIFA 2026: relembre a última participação em Copas das seis seleções que venceram as repescagens

A Copa do Mundo da FIFA 2026 será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá (Foto: Santiago Sauceda González/Pexels.com)

Na última semana, conhecemos os últimos seis participantes da Copa do Mundo da FIFA 2026 após quatro finais emocionantes de repescagem europeia e duas decisões empolgantes na repescagem mundial. Bósnia e Herzegovina, Iraque, República Democrática do Congo, Suécia, Tchéquia e Turquia fizeram história ao protagonizar momentos mágicos na fase qualificatória. Mas vocês se lembram como esses países se saíram da última vez que estiveram em um Mundial?

Como já sabemos, a Copa deste ano será a primeira com 48 seleções e irá começar no dia 11 de junho. Mas os fãs de futebol já puderam sentir o gostinho do “clima de Copa” graças aos jogos da repescagem europeia e da repescagem mundial, que aconteceram no fim de março. Ao todo, seis seleções aproveitaram essa segunda chance e carimbaram seus passaportes. 

Todas essas equipes já estiveram em, pelo menos, uma edição da competição. Muitos irão se lembrar, por exemplo, da grande geração da Suécia de 1958, que chegou à final da Copa do Mundo, mas perdeu para o Brasil. Pensando nisso, iremos trazer a partir de agora um resumo de como foram as finais das repescagens e como os vencedores dos playoffs se saíram da última vez que estiveram no Mundial.

Bósnia e Herzegovina

Não há como brigar com os fatos. Contando todas as partidas das repescagens europeias, o momento mais comentado nos últimos dias foi a classificação da Bósnia e Herzegovina sobre a tetracampeã mundial Itália. No tempo normal, as duas equipes empataram em um a um, com gols de Moise Kean e Haris Tabaković. Só que a Azzurra estava com um jogador a menos em campo porque Alessandro Bastoni foi expulso. 

Depois do placar ficar inalterado até o final da prorrogação, o jogo foi para os pênaltis. Na decisão, a Bósnia venceu a seleção italiana por quatro a um, para a festa dos torcedores presentes no Stadion Bilino Polje, localizado na cidade de Zenica, e em todo o país da região dos Balcãs.

Essa será a segunda vez que a seleção bósnia irá disputar o Mundial de seleções. A primeira aconteceu em 2014, aqui no Brasil. Naquela ocasião, os “Dragões” se classificaram após ficar na primeira posição de seu grupo das eliminatórias e, na Copa, ficaram no Grupo F, junto de Argentina, Nigéria e Irã. No entanto, essa primeira participação do time europeu não foi tão boa. Logo na estreia, uma derrota para a Argentina por dois a um, em partida disputada no Estádio do Maracanã. 

Na segunda rodada, uma derrota para a Nigéria. Os únicos três pontos marcados pela Bósnia, em Copas, aconteceu na última rodada, em Salvador, quando venceu o Irã por três a um. Vale lembrar que o treinador Safet Sušić contava com alguns atletas bastante conhecidos, como Miralem Pjanić (ex-Juventus), Vedad Ibišević, Zvjezdan Misimović e Edin Džeko (que tinha acabado de conquistar o bicampeonato da Premier League, com o Manchester City). 

Iraque

Duas das vagas para a Copa do Mundo, que acontecerá em junho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá, foram definidas em uma repescagem mundial, que contava com equipes dos outros continentes fora da Europa. Um dos vencedores dessa repescagem foi o Iraque, que venceu a Bolívia por dois a um, em partida disputada na cidade de  Guadaloupe, no México. Por ter mais pontos no ranking da FIFA que as outras seleções que disputaram essa fase qualificatória, a seleção iraquiana entrou automaticamente na final . 

Os gols da partida foram marcados por Ali Al-Hamadi e Ayman Hussein (Iraque); e Moisés Paniagua (Bolívia). Em junho, o técnico australiano Graham Arnold irá repetir o feito de Evaristo de Macedo: treinar o Iraque em uma Copa do Mundo. Mas o verdadeiro desafio será fazer o país pontuar pela primeira vez. Algo que não aconteceu no Grupo B do Mundial de 1986, no México. 

Na ocasião, o Iraque perdeu para o Paraguai, para a Bélgica e para os donos da casa. Se contarmos a classificação geral do torneio, o Iraque só não foi pior que o Canadá. Já o único gol foi marcado pelo ex-atacante Ahmed Radhi, um dos grandes jogadores daquele time ao lado de Hussein Saeed. Detalhe: ambos são os maiores artilheiros da história da seleção iraquiana. 

Agora, em 2026, a equipe tentará resultados melhores. Vale lembrar que o Iraque conquistou um título bastante expressivo neste século. A Copa da Ásia de 2007 sempre será lembrada pelos torcedores locais. 

República Democrática do Congo

Na Copa do Mundo da FIFA 2026, a África terá 10 representantes. Isso porque a República Democrática do Congo foi a grande vencedora da sua chave, na repescagem mundial. Em partida realizada em Zapopan, também no México, a seleção africana enfrentou a Jamaica e venceu por um a zero, gol marcado por Axel Tuanzebe, no primeiro tempo da prorrogação. Esse resultado se manteve até o fim e os congoleses puderam fazer a festa após o apito final do árbitro. 

Theo Bongonda é um dos jogadores da República Democrática do Congo que jogam na Europa (Foto: feguifoot, Public domain, via Wikimedia Commons)

Estamos falando aqui de mais um país que voltará a disputar uma Copa do Mundo após um longo tempo. A última vez que a República Democrática do Congo esteve no torneio foi em 1974. Na época, o país ainda se chamava República do Zaire, que foi a primeira nação da África Subsaariana a participar do evento. 

Além disso, chegou ao torneio com bastante moral, visto que, no mesmo ano, só que no mês de março, tinha conquistado seu segundo título de Copa Africana de Nações. No Mundial disputado na Alemanha, o Zaire caiu em um grupo que ainda tinha Iugoslávia, Escócia e Brasil, que era o atual campeão. Na estreia, os africanos perderam para a Escócia por dois a zero. Depois, na segunda rodada, os iugoslávos aplicaram em Zaire um nove a zero impressionante. 

Por fim, o Brasil, treinado por Mário Jorge Lobo Zagallo, venceu a seleção zairense por três a zero. No século atual, os grandes êxitos da República Democrática do Congo foram os dois títulos no Campeonato das Nações Africanas (2009 e 2016), além de um terceiro lugar na Copa Africana de Nações de 2015. 

Suécia

Nos últimos anos, a UEFA Nations League ganhou notoriedade e se tornou importante até mesmo para as eliminatórias da Copa do Mundo. Afinal, a repescagem europeia passou a contar com seleções que foram campeãs de seus grupos na Liga das Nações, mas que não conseguiram um bom resultado durante as eliminatórias europeias para a Copa. E a Suécia foi a principal “beneficiada”. 

Durante as eliminatórias, os suecos conquistaram apenas dois pontos. No entanto, eles tinham sido campeões de seu grupo na Liga C, da UEFA Nations League 2024/2025. Com isso, conseguiram uma vaga na repescagem. Após vencer a Ucrânia, nas semifinais, a equipe treinada por Graham Potter enfrentou a Polônia. Na decisão, uma vitória por três a dois colocou a seleção amarela e azul na Copa. 

Após ficar de fora em 2022, a Suécia volta ao certame querendo repetir as campanhas de 1950, 1958 e 1994. Em sua última participação, o país nórdico até que se saiu bem. Na primeira fase, a seleção foi a líder de um grupo que ainda tinha México, Coreia do Sul e Alemanha (a única que conseguiu vencer os suecos, na fase de grupos). 

Foto:Wild Child, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons

Já nas oitavas de final, enfrentou a Suíça e venceu por um a zero. Emil Forsberg foi quem fez o gol da vitória. No entanto, a aventura acabou na fase seguinte. A Suécia enfrentou a Inglaterra e perdeu por dois a zero. Agora, em 2026, a missão será ir bem em uma chave que tem adversários bem fortes, como Holanda e Japão. 

Tchéquia 

Sabemos que jogar uma prorrogação e participar de uma decisão de pênalti, em uma mesma partida, são coisas que deixam a torcida preocupada e nervosa. Agora, a Tchéquia colocou um toque a mais de tensão, visto que, durante a repescagem, a equipe teve que vencer duas disputas de pênaltis: contra a República da Irlanda (nas semifinais) e contra a Dinamarca (na final). Lembrando que, em ambas as partidas, o resultado, durante os 120 minutos, foi dois a dois. 

O grande herói desta classificação foi o goleiro Matej Kovár, que atua no PSV. Kovár defendeu duas penalidades batidas pelos irlandeses e um pênalti da seleção dinamarquesa. Depois de 20 anos, os tchecos voltarão a sentir a emoção de torcer para seu país em uma Copa do Mundo. Em 2006, na Alemanha, a República Tcheca (a mudança para Tchéquia ocorreu na década seguinte) estava em um grupo bastante difícil, junto de Itália (que, naquele ano, levaria a taça para a casa), Estados Unidos e Gana. 

A única vitória no torneio aconteceu logo na estreia, contra os EUA. Na sequência, a "Seleção Nacional" perdeu para Gana e para a seleção italiana. Essa equipe contava com algumas grandes estrelas do futebol, como Pavel Nedved, Petr Cech, Jan Koller, Tomáš Rosický, Milan Baroš, dentre outros. 

No entanto, alguns deles já eram mais experientes. Karel Poborský, por exemplo, foi importante na Eurocopa 1996, quando a República Tcheca terminou com a medalha de prata. Outros já tinham participado da ótima campanha da Tchéquia na Eurocopa 2004 (eliminada nas semifinais). Essa geração ainda foi responsável por outro feito interessante: em 2005, o país chegou ao segundo lugar do ranking de seleções da FIFA. 

Turquia

Por fim, chegou o momento de mais um adversário que o Brasil conhece muito bem. Depois de 24 anos, a Turquia irá disputar uma Copa do Mundo. Esse é um país que possui torcedores apaixonados pelo esporte bretão, mas que sentiam falta de disputar o torneio de futebol mais importante do planeta. A classificação veio após passar por Romênia e Kosovo, na repescagem europeia. 

Na grande decisão de sua chave, a seleção turca venceu o time kosovar por um a zero. O gol foi marcado por Kerem Aktürkoğlu, que atua no Fenerbahçe. Essa é uma geração que possui jovens (e habilidosos) atletas que já fazem a diferença em seus clubes, como Arda Güler e Kenan Yıldız. Já o meia Hakan Çalhanoğlu é um pouco mais experiente, mas se destaca por conta de seus chutes certeiros. 

Como foi dito acima, a Turquia é uma velha conhecida dos brasileiros. A última Copa disputada pela "Estrela Crescente" foi justamente em 2002. Essa foi uma campanha histórica. O time treinado por Şenol Güneş foi sorteado no Grupo C. Apesar da derrota para a seleção brasileira na estreia, os turcos avançaram de fase após um empate com a Costa Rica e uma vitória sobre a China.

No mata-mata, duas vitórias magras contra Japão e Senegal. A segunda partida só foi resolvida na prorrogação, com um gol de ouro marcado por İlhan Mansı. Só que no dia 26 de junho de 2002, foi a vez de Ronaldo acabar com o sonho turco e colocar o esquadrão liderado por Luiz Felipe Scolari em mais uma final. Com a derrota, o país transcontinental teve que disputar o terceiro lugar, contra a Coreia do Sul. A vitória da Turquia por 3 a 2 ficará para sempre na história das Copas do Mundo por conta do atacante Hakan Şükür, que marcou um gol com 11 segundos de jogo. 


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