Diário da Copa - Dia 2: Canadá empata com a Bósnia e Herzegovina; Folarin Balogun se destaca e Estados Unidos goleia Paraguai
Para a Copa do Mundo de 2026, a FIFA resolveu fazer uma abertura para cada país-sede, antes das partidas acontecerem. Na sexta-feira (12), tivemos mais duas grandes festas e boas partidas de futebol. No Canadá, que recebe o Mundial de futebol masculino pela primeira vez, os torcedores viram bons shows e o empate da seleção da casa contra a Bósnia e Herzegovina. Enquanto isso, nos Estados Unidos, as apresentações, com grandes nomes da música, antecederam uma goleada histórica de um time formado por jovens talentos do esporte bretão.
Entre junho e julho de 2015, o Canadá recebeu a Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA pela primeira vez. Agora, chegou a vez do país sediar a principal competição de seleções masculinas de futebol. O local da estreia do time conhecido como “Le Rouges” foi o BMO Field, localizado na cidade de Toronto. Da mesma forma que aconteceu no México, os canadenses também puderam curtir uma bonita apresentação de abertura.
Os presentes puderam curtir, ainda, os shows de Alessia Cara, Jessie Reyez, Nora Fatehi, Elyanna, Vegedream, Sanjoy e Michael Bublé. Já o hino nacional do país foi interpretado pela brilhante Alanis Morissette. Em campo, duas nações que estiveram poucas vezes em Copas do Mundo. O Canadá disputou o torneio em 1986 e 2022. Já a Bósnia e Herzegovina, que eliminou a Itália na repescagem europeia, disputou a Copa do Mundo apenas em 2014, no Brasil.
Uma das armas da seleção europeia, durante a partida, foi a bola aérea. Afinal, estamos falando de um time com uma das maiores médias de altura da competição. Nos primeiros minutos, foram algumas chances, que não foram tão perigosas assim, criadas nesse tipo de jogada. Foi utilizando essa tática que os bósnios abriram o placar: aos 21 minutos, o lateral Sead Kolašinac cobrou escanteio e o atacante Jovo Lukić cabeceou para o gol.
Já o Canadá montou uma coleção de chances desperdiçadas. Momentos antes da Bósnia abrir o placar, aos 16 minutos, Jonathan David chutou fraco após a zaga adversária afastar mal a bola. Já aos 33, Tani Oluwaseyi ganhou uma dividida com o zagueiro Tarik Muharemović, mas acabou chutando por cima da meta defendida por Nikola Vasilj.
Vasilj que, logo no início do segundo tempo, impediu uma importante ação de ataque canadense. Nesse lance, é preciso destacar a bela jogada individual de Oluwaseyi.
Agora, as substituições feitas por Jesse Marsch foram muito importantes para o que estava por vir. Afinal, dois jogadores que entraram foram responsáveis pelo gol de empate do Canadá: Promise David e Cyle Larin. Aos 33 minutos, Ismael Koné fez uma boa jogada individual e tocou para David, que, de primeira, tocou para Larin chutar forte.
Imagino que o grito de gol dos torcedores locais tenha sido libertador. Afinal, a seleção do país da América do Norte teve várias oportunidades para marcar. Além disso, acredito também na sensação de alívio, visto que a Bósnia tinha desperdiçado uma grande oportunidade com Ermedin Demirović, antes do tento canadense.
O empate persistiu até o fim do jogo. Esse resultado fez com que o Canadá marcasse seu primeiro ponto em Copas do Mundo. Já a Bósnia e Herzegovina, pelo incrível que pareça, completa mais uma partida na competição sem perder. Na última rodada da Copa de 2014, os Dragões venceram o Irã por três a um.
Estados Unidos goleia Paraguai por 4 a 1 em partida perfeita de Folarin Balogun
Nos últimos anos, vimos uma grande evolução na seleção dos Estados Unidos de soccer (como eles chamam o
nosso futebol). Essa geração atual conta com jovens jogadores habilidosos, rápidos e
com uma excelente noção tática. Muitos deles estão, há um bom tempo, desfilando
o seu futebol nas grandes ligas da Europa.
Mas o grande objetivo ainda é elevar o nível de sua seleção nacional. Na última Copa, disputada no Catar, o USMNT conseguiu apenas uma vitória, apesar de ter chegado às oitavas de final.
Jogando em Los Angeles, os Estados Unidos fizeram sua estreia na Copa do Mundo de 2026 na última sexta-feira, contra um Paraguai cheio de jogadores que atuam no futebol brasileiro e em ligas do Velho Continente. Antes do jogo, mais uma cerimônia de abertura. Mas, na Califórnia, os responsáveis pela festa foram: Future; Tyla; Dan e Shay e Katy Perry. Claro, temos que destacar a brasileira Anitta, que apresentou, junto aos cantores Lisa e Rema, a música “Goals”, que também é um dos temas da Copa.
Vamos agora falar do jogo? Nos primeiros cinco minutos, Estados Unidos e Paraguai pouco se arriscaram. Ambas chegavam perto da área adversária, mas não conseguiam levar perigo. No entanto, perto dos sete minutos, Christian Pulisic mostrou o porquê de ser o principal nome do time norte-americano. O jogador do Milan, com uma finta só, passou por dois jogadores e tocou para Weston McKennie, que fez o passe em direção à pequena área. Só que no meio do caminho, a bola bateu em Damián Bobadilla e foi direto para o gol.
Depois de abrir o marcador, o time treinado por Mauricio Pochettino se impôs e conseguiu tomar conta do jogo. Foi aí que um personagem começou a se destacar: o atacante Folarin Jerry Balogun, que tem 24 anos e joga no AS Monaco (França). Em cinco minutos, Balogun balançou a rede duas vezes. No entanto, só o segundo gol valeu. Para completar seu primeiro tempo perfeito, o jogador marcou o terceiro gol estadunidense, aos 49 minutos.
Outro ponto que me deixou impressionado foi o fato de o Paraguai não ter conseguido jogar com a mesma rotação que vimos nas eliminatórias sul-americanas. Na primeira etapa, a Albirroja deu apenas dois chutes.
Já no segundo tempo, as coisas melhoraram um pouco e a quantidade de finalizações aumentou. Porém, apenas uma se transformou em gol. Aos 28 minutos, o meia Maurício, que joga no Palmeiras, apareceu na área e chutou a bola após um passe de Julio Enciso, que é um daqueles jogadores que você deve passar a acompanhar na próxima temporada.
Duas substituições feitas por Pochettino merecem ser destacadas: o treinador argentino colocou Tim Weah e Giovanni Reyna, que também são dois exemplos de boas revelações dos EUA nos últimos anos. O primeiro até tentou deixar a sua marca. Mas foi o meia que, no último lance da partida, acertou um belo chute de trivela. O gol fechou a atuação de gala do time dos Estados Unidos.

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