OPINIÃO: A seleção brasileira está pronta para reconquistar a confiança dos torcedores? E o técnico Tite?
Começa nesta sexta-feira a 46ª edição da Copa América. Trinta anos depois, ela será novamente disputada aqui no Brasil. A seleção canarinho nunca perdeu a competição jogando em casa, porém será que estamos prontos para ganhar desta vez? Será que realmente jogaremos bem sem o Neymar? Será que o técnico Tite reconquistará a confiança dos torcedores?
Nas últimas edições do torneio, a seleção brasileira mostrou para o mundo que não é mais aquela esquadra forte de antigamente. Em 2011, foram eliminados após errar quatro pênaltis contra o Paraguai. Em 2015, no Chile, mais uma eliminação contra os paraguaios. Sem falar na pífia exibição da Copa América do Centenário, jogada nos Estados Unidos, em 2016. Essa última culminou na segunda demissão de Dunga.
Adenor Leonardo Bacchi, ou apenas Tite, começou sua trajetória em setembro daquele ano. Até aquele momento, o time treinado por seu conterrâneo estava muito mal nas eliminatórias. Em seis jogos, apenas seis pontos marcados e uma sexta posição que incomodava a todos. Daí para frente, a seleção venceu todos os jogos e conquistou a vaga para o mundial da Russia com quatro rodadas de antecedência. Era só alegria para o povo brasileiro que confiava muito no treinador. Existia até mesmo a campanha "Tite para presidente da república".
Mas a campanha na Copa foi decepcionante. Logo na estreia, um empate polêmico contra a Suíça. Apesar de uma sequência de vitórias, o trabalho do treinador virou alvo de críticas por conta de um futebol fraco que o time estava apresentando e com relação à insistência na escalação de Gabriel Jesus, atacante do Manchester City que, apesar das ótimas atuações durante a fase qualificatória, não marcou nenhum gol no torneio.
Quando enfrentou uma seleção que tinha um futebol mais pensado, com jogadores habilidosos e que sabem atuar como uma equipe, acabou sendo eliminada.
Com a expectativa de Tite começar um ciclo do zero, se renovou as expectativas de termos uma seleção totalmente nova. Estávamos errados! Muitos jogadores que estiveram nos fracassos recentes do Brasil retornaram durante a preparação da Copa América. Fernandinho, que estava no 7 a 1 e na eliminação contra a Bélgica, voltou a ser chamado. Muitos jovens que estão brilhando Brasil à fora não foram lembrados como Fabinho, que acabou de ser campeão da UEFA Champions League com o Liverpool.
O principal problema não são só os nomes, mas a falta de preocupação com o elenco que irá jogar a próxima Copa do Mundo, no Catar.
Para piorar, o atacante Neymar Jr. , se machucou em um amistoso contra a seleção do Catar, no último dia cinco. O treinador poderia ter chamado Vinícius Júnior, que fez uma boa temporada no Real Madrid, ou até mesmo Dudu, que há muito tempo está brilhando com a camisa do Palmeiras. Tite acabou escolhendo William, que fez uma boa temporada no Chelsea, mas não era cotado para essa vaga.
Ou seja, a pressão em cima do comandante é grande, ainda mais por ser uma competição em casa. Aliás, a relação com o torcedor é outro fator que será colocado à prova: Com tantos amistosos disputados fora do país e algumas discordâncias técnicas, a paixão pela seleção esfriou há alguns anos e as pessoas não sentem mais atraídas pela equipe do Brasil.
Pensando no futebol jogado dentro de campo, espera-se que a seleção consiga repetir a atuação contra Honduras. Tá, sabemos que as seleções que o Brasil enfrentará na Copa América são bem melhores que a seleção caribenha, porém foi muito legal ver o time todo organizado, sem aquela dependermos de apenas um único jogador, fazendo um bom jogo de equipe e, acima cde tudo, partindo para cima do adversário.
Os adversários serão os mesmos de sempre: Argentina com o aquela vontade de acabar com o jejum de títulos, o time raçudo e forte do Uruguai e a boa geração da Colômbia. O Chile terá que melhorar sua imagem, já que, apesar do bicampeonato da Copa América e do vice campeonato da Copa das Confederações , não conseguiu ficar entre as cinco seleções que foram à Russia.
Ficaremos de olho e com a esperança que a Copa América seja um grande sucesso, assim como foi a Copa do Mundo em 2014.
Veja os grupos da competição:
Grupo A: Brasil, Bolívia, Venezuela e Peru
Grupo B: Argentina, Colômbia, Paraguai e Catar
Grupo C: Uruguai, Chile, Equador e Japão
Nas últimas edições do torneio, a seleção brasileira mostrou para o mundo que não é mais aquela esquadra forte de antigamente. Em 2011, foram eliminados após errar quatro pênaltis contra o Paraguai. Em 2015, no Chile, mais uma eliminação contra os paraguaios. Sem falar na pífia exibição da Copa América do Centenário, jogada nos Estados Unidos, em 2016. Essa última culminou na segunda demissão de Dunga.
Adenor Leonardo Bacchi, ou apenas Tite, começou sua trajetória em setembro daquele ano. Até aquele momento, o time treinado por seu conterrâneo estava muito mal nas eliminatórias. Em seis jogos, apenas seis pontos marcados e uma sexta posição que incomodava a todos. Daí para frente, a seleção venceu todos os jogos e conquistou a vaga para o mundial da Russia com quatro rodadas de antecedência. Era só alegria para o povo brasileiro que confiava muito no treinador. Existia até mesmo a campanha "Tite para presidente da república".
Mas a campanha na Copa foi decepcionante. Logo na estreia, um empate polêmico contra a Suíça. Apesar de uma sequência de vitórias, o trabalho do treinador virou alvo de críticas por conta de um futebol fraco que o time estava apresentando e com relação à insistência na escalação de Gabriel Jesus, atacante do Manchester City que, apesar das ótimas atuações durante a fase qualificatória, não marcou nenhum gol no torneio.
Quando enfrentou uma seleção que tinha um futebol mais pensado, com jogadores habilidosos e que sabem atuar como uma equipe, acabou sendo eliminada.
Com a expectativa de Tite começar um ciclo do zero, se renovou as expectativas de termos uma seleção totalmente nova. Estávamos errados! Muitos jogadores que estiveram nos fracassos recentes do Brasil retornaram durante a preparação da Copa América. Fernandinho, que estava no 7 a 1 e na eliminação contra a Bélgica, voltou a ser chamado. Muitos jovens que estão brilhando Brasil à fora não foram lembrados como Fabinho, que acabou de ser campeão da UEFA Champions League com o Liverpool.
O principal problema não são só os nomes, mas a falta de preocupação com o elenco que irá jogar a próxima Copa do Mundo, no Catar.
Para piorar, o atacante Neymar Jr. , se machucou em um amistoso contra a seleção do Catar, no último dia cinco. O treinador poderia ter chamado Vinícius Júnior, que fez uma boa temporada no Real Madrid, ou até mesmo Dudu, que há muito tempo está brilhando com a camisa do Palmeiras. Tite acabou escolhendo William, que fez uma boa temporada no Chelsea, mas não era cotado para essa vaga.
Ou seja, a pressão em cima do comandante é grande, ainda mais por ser uma competição em casa. Aliás, a relação com o torcedor é outro fator que será colocado à prova: Com tantos amistosos disputados fora do país e algumas discordâncias técnicas, a paixão pela seleção esfriou há alguns anos e as pessoas não sentem mais atraídas pela equipe do Brasil.
Pensando no futebol jogado dentro de campo, espera-se que a seleção consiga repetir a atuação contra Honduras. Tá, sabemos que as seleções que o Brasil enfrentará na Copa América são bem melhores que a seleção caribenha, porém foi muito legal ver o time todo organizado, sem aquela dependermos de apenas um único jogador, fazendo um bom jogo de equipe e, acima cde tudo, partindo para cima do adversário.
Os adversários serão os mesmos de sempre: Argentina com o aquela vontade de acabar com o jejum de títulos, o time raçudo e forte do Uruguai e a boa geração da Colômbia. O Chile terá que melhorar sua imagem, já que, apesar do bicampeonato da Copa América e do vice campeonato da Copa das Confederações , não conseguiu ficar entre as cinco seleções que foram à Russia.
Ficaremos de olho e com a esperança que a Copa América seja um grande sucesso, assim como foi a Copa do Mundo em 2014.
Veja os grupos da competição:
Grupo A: Brasil, Bolívia, Venezuela e Peru
Grupo B: Argentina, Colômbia, Paraguai e Catar
Grupo C: Uruguai, Chile, Equador e Japão
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